[Título] A Dor Não Estava na Tela, estava no Caminho 

Descobrimos que a fricção mais crítica vinha da jornada, não do layout.

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Ao iniciar o projeto, acreditávamos que o principal desafio estava na interface desatualizada do produto. Os stakeholders apontavam para problemas visuais e reclamavam da necessidade de modernizar a experiência. No entanto, assim que começamos a observar o uso real, percebemos que a superfície contava apenas parte da história.

As sessões de shadowing revelaram um comportamento recorrente: os usuários desviavam do fluxo oficial e criavam atalhos improvisados para completar tarefas simples. Esse padrão levantou uma hipótese incômoda, porém clara — o sistema havia sido moldado por decisões antigas que já não acompanhavam o ritmo do trabalho atual. A interface era apenas a ponta visível de um processo maior que não dialogava mais com a realidade.

Durante as entrevistas, surgiram insights que reforçaram essa visão. Os usuários não pediam mais funcionalidades; pediam menos esforço. Queriam previsibilidade, não apenas telas bonitas. A dor central estava na quebra da jornada, não nos botões pouco intuitivos. Esse entendimento reposicionou completamente nossa abordagem.

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Com base nesses aprendizados, reorganizamos o diagnóstico para além da UI e construímos um novo modelo de fluxo operacional. Mantivemos o foco em eliminar ruídos, reduzir etapas e conectar sistemas que antes operavam de forma isolada. A cada protótipo testado, víamos a ansiedade cair e a confiança aumentar — sinais de que estávamos, finalmente, falando a mesma língua dos usuários.

O resultado foi uma solução mais enxuta, humana e sustentável. O que começou como uma demanda por redesign visual evoluiu para uma transformação da experiência como um todo. O verdadeiro ganho não veio de novas telas, mas da capacidade de reconstruir, junto aos usuários, um caminho que realmente fizesse sentido.

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